Richard Cross, aka Conde de Eiras, Ernesto Hernandez, aka Meireles, e mim próprio (Foto Ponto D. Vista)
Começou bem a missão Salamanca Maio 09 com a ida/testemunho ao Estádio do Dragão para assistir ao Tetra Campeonato do F.C. Porto. Em clima de festa os 3 idiotas cuja foto acima documenta rumaram a Salamanca de madrugada, chegando pelas 5:30, hora espanhola, ao Hostal Italia que nos acolheria neste périplo de agradável e são convivio Ibérico. À chegada, e em forma de "desayuno" tratamos de pôr a descoberto os fascinios da nossa nacionalidade: bons vinhos alentejano e duriense acompanhados por belos enchidos, queijos, pão beirão e a agradável e saudável boa disposição de quem está quase de directa e pronto para um consumo regrado de alcool e colesterol. No bom sentido. Por volta das 9h da manhã decidimos, não sem uma pequena relutância alcoolica, descansar um pouco ao som da agradável musica de sevilhanas "GURONSAN, GURONSAN", em que frenéticos tremores de mini golfe faziam acender e apagar as luzes com a batida sincopada da musica. Ao acordar estava prometido um cafézinho em forma de meio litro de cerveja no Erasmus bar, seguindo-se uma visita à Catedral, local onde tiramos a foto de campanha. Para a noite guardamos um belo repasto de costeleta de novilho, bem regada e saladinha a acompanhar, seguindo-se uma visita noturna pelos locais de conhecimento tardio salamantinos. Mas isso será gizado numa proxima e aguardada história!
"Ah, se já perdemos a noção da hora Se juntos já jogamos tudo fora Me conta agora como hei de partir Se, ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios Rompi com o mundo, queimei meus navios Me diz pra onde é que inda posso ir Se nós, nas travessuras das noites eternas Já confundimos tanto as nossas pernas Diz com que pernas eu devo seguir Se entornaste a nossa sorte pelo chão Se na bagunça do teu coração Meu sangue errou de veia e se perdeu Como, se na desordem do armário embutido Meu paletó enlaça o teu vestido E o meu sapato inda pisa no teu Como, se nos amamos feito dois pagãos Teus seios inda estão nas minhas mãos Me explica com que cara eu vou sair Não, acho que estás te fazendo de tonta Te dei meus olhos pra tomares conta Agora conta como hei de partir"
Foto do golo de Bruno Alves, apesar da pouca definição percebe-se com zoom (foto telemovel Paulo Aroso Campos
Domingo tornou-se um dia memorável: foi a minha primeira ida ao Estádio do Dragão ver o Futebol Clube do Porto, podia tornar-se tetra campeão nesse jogo - o que inevitavelmente acabou por acontecer - e ainda consegui capturar o momento do golo através do meu telemóvel, foto que está acima. Depois disso seguiu-se a festa, fantástica, no estádio. Na volta a Coimbra, juntamente com dois amigos, rumamos a Salamanca para três dias de cultura, alguma farra e humor acidental. Uma jornada que para muitos foi uma idiotice, para estes três idiotas foi uma aventura! Mas sobre isso falarei no proximo post. Deliciem-se com uma foto da festa!
Há uns que são. Outros que não. Recordam-se os ultimos para esquecer os primeiros. Porque é bem estar não. Porque não é bom não estar. Há dias que mais vale. Porque sim. Não existir. Porquê. Porquê? O quê?! Estive a olhar para a televisão. Ou para o computador. Já não sei bem, estava lá qualquer coisa. Não sei bem o quê. Acho que não interessa. Mas quis partilhar. Com quem também não sei. Não interessa. Afinal foi ninguem. Foi nada. Está vento. Está calor.
Novembro passou... Dezembro chegou, feriado, feriado, quase natal, compras, azáfama, familia, viagens, natal, mais natal... ufa! Ano velho, êêêêêêêêêêêê, viva o ano novo êêêêêêêêê, 2009, êêêêêêêêê. Janeiro de Reis, de janeiras, de exames. Falta um mês para voltar a ter carta. Um mês - Fevereiro - que parece um ano, que passou e que passa e está a passar. Movimento, movimento, noites negras, sextas 13 e dias e noites dos namorados encalhados desencalhados por encalhar, está a chegar o carnaval, e o dia de recuperar a carta e o carnaval... Já está. Quase: 2 anos de Luna e 31 no dia 31. Em Paris?
Shot Tempo para o tempo. Espaço para o espaço. Pensei criar. Unir dois liquidos como um. Acrescentar calor e observar o que surgiria. Chama. Calor intenso. Paixão da união, do reforço de duas almas próximas que se sentem atraidas e se unem na volupia. Na intensidade imensa de um momento, ainda que pequeno e volátil. Como a de uma chama. Duas. Unidas por um copo, dois liquidos e calor. Intenso. E por uma cor. Apenas.
Pretende ser diferente do normal, por isso ser "contra natura". A ideia é desenvolver textos críticos, que possam misturar (ou não) um pouco de humor não amordaçado.