Pretende ser diferente do normal, por isso ser "contra natura". A ideia é desenvolver textos críticos, que possam misturar (ou não) um pouco de humor não amordaçado.
segunda-feira, abril 19, 2010
Pouco depois da vitória do Benfica sobre a Académica houve 2 adeptos meus amigos que sabem que sou da Académica e "gozaram" comigo. É por isso que não gosto do Benfica, porque alguns adeptos - e o clube cultiva essa cultura de estupidez - não percebem o que é ser humilde e acima de tudo saber ganhar. Porque saber perder nunca souberam. Pensei que após a derrota com o Liverpool tivessem percebido que não são invencíveis nem os melhores do mundo. A equipa percebeu mas os adeptos não. O pior cego é o que não quer ver e vocês, meus caros amigos benfiquistas, ainda não ganharam a ponta de um corno. Por isso, e antes de gozarem com os adeptos do 12º classificado por terem ganho por 1 misero golo, pensem bem que ainda podem não ganhar o que já festejam.
Paulo Aroso Campos - paulo.aroso@gmail.com
terça-feira, outubro 06, 2009
Sutilmente
Skank
Composição: Samuel Rosa / Nando ReisE quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
Quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
Quando eu estiver fogo
Suavemente se encaixe
E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce
Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate, não
Dentro de ti, dentro de ti
Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti (x2)
E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce
Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate, não
Dentro de ti, dentro de ti
Dentro de tudo que cabe em ti (x4)
Paulo Aroso Campos - paulo.aroso@gmail.com
terça-feira, junho 02, 2009
Em clima de festa os 3 idiotas cuja foto acima documenta rumaram a Salamanca de madrugada, chegando pelas 5:30, hora espanhola, ao Hostal Italia que nos acolheria neste périplo de agradável e são convivio Ibérico.
À chegada, e em forma de "desayuno" tratamos de pôr a descoberto os fascinios da nossa nacionalidade: bons vinhos alentejano e duriense acompanhados por belos enchidos, queijos, pão beirão e a agradável e saudável boa disposição de quem está quase de directa e pronto para um consumo regrado de alcool e colesterol. No bom sentido.
Por volta das 9h da manhã decidimos, não sem uma pequena relutância alcoolica, descansar um pouco ao som da agradável musica de sevilhanas "GURONSAN, GURONSAN", em que frenéticos tremores de mini golfe faziam acender e apagar as luzes com a batida sincopada da musica.
Ao acordar estava prometido um cafézinho em forma de meio litro de cerveja no Erasmus bar, seguindo-se uma visita à Catedral, local onde tiramos a foto de campanha.
Para a noite guardamos um belo repasto de costeleta de novilho, bem regada e saladinha a acompanhar, seguindo-se uma visita noturna pelos locais de conhecimento tardio salamantinos.
Mas isso será gizado numa proxima e aguardada história!
Paulo Aroso Campos - paulo.aroso@gmail.com
segunda-feira, maio 18, 2009
"Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir
Se, ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir
Se nós, nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir
Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu
Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu
Como, se nos amamos feito dois pagãos
Teus seios inda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair
Não, acho que estás te fazendo de tonta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir"
Paulo Aroso Campos - paulo.aroso@gmail.com
quinta-feira, maio 14, 2009
Tetra tetra tetra, tetra tetra tetra!
Foto do golo de Bruno Alves, apesar da pouca definição percebe-se com zoom (foto telemovel Paulo Aroso CamposDepois disso seguiu-se a festa, fantástica, no estádio.
Na volta a Coimbra, juntamente com dois amigos, rumamos a Salamanca para três dias de cultura, alguma farra e humor acidental. Uma jornada que para muitos foi uma idiotice, para estes três idiotas foi uma aventura!
Mas sobre isso falarei no proximo post.
Deliciem-se com uma foto da festa!

Paulo Aroso Campos - paulo.aroso@zmail.pt
quinta-feira, março 19, 2009
Há uns que são. Outros que não. Recordam-se os ultimos para esquecer os primeiros. Porque é bem estar não. Porque não é bom não estar.
Há dias que mais vale. Porque sim. Não existir. Porquê. Porquê?
O quê?!
Estive a olhar para a televisão. Ou para o computador. Já não sei bem, estava lá qualquer coisa. Não sei bem o quê. Acho que não interessa. Mas quis partilhar. Com quem também não sei. Não interessa.
Afinal foi ninguem. Foi nada.
Está vento. Está calor.
Paulo Aroso Campos - paulo.aroso@gmail.com
quarta-feira, fevereiro 25, 2009
Novembro passou...
Dezembro chegou, feriado, feriado, quase natal, compras, azáfama, familia, viagens, natal, mais natal...
ufa!
Ano velho, êêêêêêêêêêêê, viva o ano novo êêêêêêêêê, 2009, êêêêêêêêê.
Janeiro de Reis, de janeiras, de exames. Falta um mês para voltar a ter carta.
Um mês - Fevereiro - que parece um ano, que passou e que passa e está a passar. Movimento, movimento, noites negras, sextas 13 e dias e noites dos namorados encalhados desencalhados por encalhar, está a chegar o carnaval, e o dia de recuperar a carta e o carnaval...
Já está.
Quase: 2 anos de Luna e 31 no dia 31. Em Paris?
Paulo Aroso Campos - paulo.aroso@zmail.pt
segunda-feira, novembro 03, 2008
Shot
Tempo para o tempo.
Espaço para o espaço.
Pensei criar. Unir dois liquidos como um. Acrescentar calor e observar o que surgiria. Chama. Calor intenso. Paixão da união, do reforço de duas almas próximas que se sentem atraidas e se unem na volupia.
Na intensidade imensa de um momento, ainda que pequeno e volátil.
Como a de uma chama.
Duas.
Unidas por um copo, dois liquidos e calor. Intenso.
E por uma cor. Apenas.
Paulo Aroso Campos - paulo.aroso@zmail.pt
quarta-feira, agosto 13, 2008
Limpeza étnica
O homem, jovem, movimentava-se num desespero agitado entre um grupo de mulheres vestidas de negro que ululavam lamentos. 'Perdi tudo!' 'O que é que perdeu?' perguntou-lhe um repórter.
'Entraram-me em casa, espatifaram tudo. Levaram o plasma, o DVD a aparelhagem...'
Esta foi uma das esclarecedoras declarações dos autodesalojados da Quinta da Fonte.
A imagem do absurdo em que a assistência social se tornou em Portugal fica clara quando é complementada com as informações do presidente da Câmara de Loures: uma elevadíssima percentagem da população do bairro recebe rendimento de inserção social e paga 'quatro ou cinco euros de renda mensal' pelas habitações camarárias.
Dias depois, noutra reportagem outro jovem adulto mostrava a sua casa vandalizada, apontando a sala de onde tinham levado a TV e os DVD. A seguir, transtornadíssimo, ia ao que tinha sido o quarto dos filhos dizendo que 'até a TV e a playstation das crianças' lhe tinham roubado.
Neste país, tão cheio de dificuldades para quem tem rendimentos declarados, dinheiro público não pode continuar a ser desviado para sustentar predadores profissionais dos fundos constituídos em boa fé para atender a situações excepcionais de carência.
A culpa não é só de quem usufrui desses dinheiros. A principal responsabilidade destes desvios cai sobre os oportunismos políticos que à custa destas bizarras benesses, compraram votos de Norte a Sul.
É inexplicável num país de economias domésticas esfrangalhadas por uma Euribor com freio nos dentes que há famílias que pagam 'quatro ou cinco Euros de renda' à câmara de Loures e no fim do mês recebem o rendimento social de inserção que, se habilmente requerido por um grupo familiar de cinco ou seis pessoas, atinge quantias muito acima do ordenado mínimo. É inaceitável que estes beneficiários de tudo e mais alguma coisa ainda querem que os seus T2 e T3 a 'quatro ou cinco euros mensais' lhes sejam dados em zonas 'onde não haja pretos'.
Não é o sistema em Portugal que marginaliza comunidades. O sistema é que se tem vindo a alhear da realidade e da decência e agora é confrontado por elas em plena rua com manifestações de índole intoleravelmente racista e saraivadas de balas de grande calibre disparadas com impunidade. O país inteiro viu uma dezena de homens armados a fazer fogo na via pública. Não foram detidos embora sejam facilmente identificáveis. Pelo contrário. Do silêncio cúmplice do grupo de marginais sai eloquente uma mensagem de ameaça de contorno criminoso - 'ou nos dão uma zona etnicamente limpa ou matamos.'
A resposta do Estado veio numa patética distribuição de flores a cabecilhas de gangs de traficantes e autodenominados representantes comunitários, entre os sorrisos da resignação embaraçada dos responsáveis autárquicos e do governo civil. Cá fora, no terreno, o único elemento que ainda nos separa da barbárie e da anarquia mantém na Quinta da Fonte uma guarda de 24 horas por dia com metralhadoras e coletes à prova de bala.
Provavelmente, enquanto arriscam a vida neste parque temático de incongruências socio-políticas, os defensores do que nos resta de ordem pensam que ganham menos que um desses agregados familiares de profissionais da extorsão e que o ordenado da PSP deste mês de Julho se vai ressentir outra vez da subida da Euribor.
Por Mário Crespo
Paulo Aroso Campos - paulo.aroso@zmail.pt
segunda-feira, junho 09, 2008
terça-feira, maio 13, 2008
terça-feira, abril 29, 2008
quarta-feira, abril 02, 2008
Não me sinto nem mais novo nem mais velho. Basicamente na mesma. Não há grandes alterações nos aniversários; não há mudanças ou luzes no ar, não mudamos de fase... não há nada - a não ser nós e com quem festejamos - que assinale essa mudança. Mas talvez pelo prazer de festejar, de juntar familiares e amigos, faz com que assinalemos a data.
Cheguei aos 30. É um marco. É um facto. Não me sinto com mais ou menos responsabilidade do que quando fiz 20 ou 10, cada idade tem responsabilidades associadas. Aos 10 é mais à base de brincadeira, claro! Mas com o correr das décadas as brincadeiras apenas alteram de instruções, de resto é igual.
30. Estou nos 30...
Paulo Aroso Campos - paulo.aroso@zmail.pt
sexta-feira, março 28, 2008
Tal como a Luna fez um ano no dia 9 de Março - e que colocarei fotos do aniversário muito brevemente! - o Bar Sev7n completa hoje, 28 de Março, 1 ano de vida.

Desta forma gostaria de convidar todos os que visitam este blog a - se puderem - dar um saltinho ao Sev7n e festejar connosco.
Paulo Aroso Campos - paulo.aroso@zmail.pt
quinta-feira, março 13, 2008
A Mariah Carey lança um novo videoclip.
(Daqueles de arrebita-nabos!...)
Vede:
http://www.youtube.com/watch?v=CzxR8OH-fDQ
Paulo Aroso Campos - paulo.aroso@zmail.pt
terça-feira, março 04, 2008
Cada vez menos vejo jogos de futebol da Bwin Liga. No entanto sempre que tenho tempo tento ver os jogos em que a Académica esteja em campo. Não porque o jogo seja bom, ou porque a Académica me dê muitas alegrias. Apenas porque a Académica é o meu clube de coração, e sem qualquer tipo de histerias ou mau perder ou fanatismo.
No entanto quando vejo o penalty que foi assinalado neste sábado, e que deu o empate ao Leixões, fico estupidamente revoltado. Não com o Leixões mas com a falta de critério de um homem que, tal como os jogadores, anda dentro de campo com uma função. E acima de tudo deve dar-se ao respeito para que também o possam respeitar.
Pior que isso é haver um dérbi em Lisboa entre duas das equipas com mais titulos em Portugal. Nesse jogo, na minha opinião, ficaram 2 pénalty's por marcar ao Sporting, 1 ao Benfica - mas em jogadas normalissimas de jogo corrido em que nao escandalizaria se não fosse marcado porque o que se vê mais é o jogador do campeonato português mergulhar para a piscina - temos um jogador do Benfica bem expulso pela entrada durissima que fez, e um do Sporting que deveria ter sido admoestado por ter simulado uma agressão. Nenhum destes lances foi tão absurdo como o pénalty que foi marcado contra a Académica. E o que é que as televisões mostram? Casos do Sporting - Benfica, acusações mutuas de treinadores, jogadores, dirigentes desse jogo. E comparar com o penalty do jogo da Académica? E mencionar? E dar destaque?... nada. Afinal são duas equipas que lutam pra não descer. Qual o interesse disso? Nem movem massas!
Puta que os pariu aos critérios editoriais das tv's, rádios e jornais portugueses! Bardamerda! Só vêm para os importantes!
... é assim que se reflecte a atitude de um país e de um povo. Miserável.
P.S - Se os adeptos dos clubes querem andar à porrada eu até concordo. Mas com condições. Juntem-nos no estádio. Até pode ser nos dois, um confronto a duas mãos! Armas previamente escolhidas por peritos da policia e deixem-nos lá andar à batatada. Matem-se todos! Os que morrerem fertilizam a relva, até pode ser que ajude! É que essa gente é estupida e não é precisa nos estádios nem no futebol. Acabem já com eles de uma vez, caralho!
Paulo Aroso Campos - paulo.aroso@zmail.pt
... porque não consigo parar com o terrível hábito de estar sempre a tocar-lhes... ora com a língua nos dentes... ora com os dentes na língua.
É doloroso e não me perguntem porque o faço. Não tenho resposta (plausível) para isso!
Paulo Aroso Campos - paulo.aroso@zmail.pt
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
quinta-feira, fevereiro 07, 2008
Sem sentido
Há coisas na vida que, por todas as razões e mais alguma, ou simplesmente por nenhuma, deixam de fazer sentido. Neste momento este Contra Natura está cada vez mais a fazer menos sentido para mim. Não faço nem nunca fiz recadinhos neste espaço. É um local onde escrevo o que quero, o que penso, e escrevo unica e exclusivamente porque gosto de o fazer. Não gosto de me sentir limitado na escrita ou não poder falar de A ou B porque Y não gosta, ou porque X tem ciumes, ou porque C é um clube feio, ou porque não sei pontuar, ou porque sou "looser".
Aqui relatei situações originais em que nada deixei de mim, e situações ficticias que deixei muito de mim. Escrever é uma paixão, assim como ler, e tenho várias inspirações - desde escritores a pessoas ou a uma imagem ou musica que me prenda no momento. Momento é a palavra porque no preciso momento a paixão mantém-se mas está congelada, à espera de melhor tempero para ser utilizada; à espera de um despertar e de tempo para dedicar. Paixão sem tempo torna-se platónica e inalcançável, e decidi fazer o que alguém que me é muito importante me pediu para fazer: deixar de dizer que faço e simplesmente dizer basta!, não consigo.
Não me consigo superar e cada vez exijo mais de mim, para logo a seguir ver que o muro que não passei era alto e este que tento passar é maior. E por vezes o problema não é subir o muro, mas como descer.
Temporariamente deixarei o Contra Natura em pausa. Necessária. Antes que se torne um moribundo. Como moribunda está a minha alma.
Espero voltar em força! Obrigado a todos os que perdem tempo comigo.
Paulo Aroso Campos - paulo.aroso@zmail.pt