segunda-feira, fevereiro 11, 2008

11 meses de Luna
Já com 3 dentinhos vísiveis (e um a querer sair!).

Paulo Aroso Campos - paulo.aroso@zmail.pt

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

"Há zero a zero, há sem a sem" - Carlos Paião em "Zero a Zero"

Sem sentido

Há coisas na vida que, por todas as razões e mais alguma, ou simplesmente por nenhuma, deixam de fazer sentido. Neste momento este Contra Natura está cada vez mais a fazer menos sentido para mim. Não faço nem nunca fiz recadinhos neste espaço. É um local onde escrevo o que quero, o que penso, e escrevo unica e exclusivamente porque gosto de o fazer. Não gosto de me sentir limitado na escrita ou não poder falar de A ou B porque Y não gosta, ou porque X tem ciumes, ou porque C é um clube feio, ou porque não sei pontuar, ou porque sou "looser".
Aqui relatei situações originais em que nada deixei de mim, e situações ficticias que deixei muito de mim. Escrever é uma paixão, assim como ler, e tenho várias inspirações - desde escritores a pessoas ou a uma imagem ou musica que me prenda no momento. Momento é a palavra porque no preciso momento a paixão mantém-se mas está congelada, à espera de melhor tempero para ser utilizada; à espera de um despertar e de tempo para dedicar. Paixão sem tempo torna-se platónica e inalcançável, e decidi fazer o que alguém que me é muito importante me pediu para fazer: deixar de dizer que faço e simplesmente dizer basta!, não consigo.
Não me consigo superar e cada vez exijo mais de mim, para logo a seguir ver que o muro que não passei era alto e este que tento passar é maior. E por vezes o problema não é subir o muro, mas como descer.
Temporariamente deixarei o Contra Natura em pausa. Necessária. Antes que se torne um moribundo. Como moribunda está a minha alma.

Espero voltar em força! Obrigado a todos os que perdem tempo comigo.

Paulo Aroso Campos - paulo.aroso@zmail.pt
(no MSN)
- Vou dedicar-te uma musica, posso?
- Claro!
- (Semisonic - Secret Smile)
- Porquê?
- Porque a musica é a tua cara...
("Nobody knows it but you've got a secret smile
And you use it only for me...")
Essa como outra e outra e outra que me lembro. E me lembrarei daqui para a frente, enquanto o tempo vai voando penosa e lentamente, ao som de cada acorde musical que me façam lembrar de ti.
Temo ser incompreendido mas não posso deixar de passar o testemunho. Porque cada caso, cada pessoa, cada gesto que guarda alguma importância na memória deve ser lembrado. Uma e outra e outra vez. Para que possa sempre voltar a lembrar daquele sorriso, palavra, som que passou e marcou.
És importante. E querida. E interessante. Interessantissima. E cidadã do mundo, que não tem local onde ficar porque todo o mundo é a sua casa. Tem, isso sim, bases de estadia, onde passa temporadas até escolher a nova base de destino e estadia. E espalhar perfume e charme com o ritmo tão tipico que o sotaque te apresenta.
Seria bom, optimo, que tivesses de- pudesses - ficar. Como talvez gostasses. Ou quisesses. Ou simplesmente o desabafaste porque no imediato ias perder tudo aquilo que foste conquistando ao longo de um ano. Mas não pertences aqui - há todo um ritual de passagem a todos quantos um dia aqui viveram - tal como não pertencem a maioria dos que conheceste.
Voltaste para a base inicial. Deixas saudades. E sotaque. E charme. E um vazio dificil de preencher. Que vai marcar e deixar ferida aberta durante algum tempo. E que vai sarar e deixar uma cicatriz - que com o tempo e as rugas será apenas uma leve marca inapagável...
Não consigo continuar. Sinto que tenho ainda muito para dizer ao mundo mas não se solta nem pela garganta nem pela ponta dos dedos.
Com o tempo, e ao assimilar, vão-se soltando os demais sentimentos. É assim que acontece comigo - ser primário - sempre que perco alguém importante. Sempre será assim. Aconteceu o mesmo quando a avó Alice partiu rumo ao Ocidente. E que ainda estou a assimilar.
Cuidarei da Luna com todo o carinho que ela precisa. Cuidarei da Sandra e da nossa vida dentro da liberdade e do que me for permitido. E seguirei sempre o teu conselho de correr atrás porque as mulheres merecem sempre e precisam que nós o façamos. Mesmo que não o mereçam, merecem sempre...
Tudo na vida tem um limite, um começo e um fim, um alfa e um ómega; e sempre que acontece algo que me marca - como te falei numa das ultimas mensagens que contigo partilhei - sinto que há um ciclo que se acaba e que um monte de coisas deixa de fazer sentido. E uma delas irei partilhar no post acima, que irei escrever a seguir a este.
É hora de equacionar.
Não te vou pedir para não me esqueceres, tal como não te pedi para ficares cá. Não sou egoista a esse ponto (ou até sou em pensamento, e ai deixo morrer as minhas intenções). Apenas digo que a tua marca permanecerá em mim, a tua ajuda, o teu cuidado, companhia, paciência, cafés, carinho. Algo que nunca conseguirei agradecer e que me arrependi no final de não o ter feito convenientemente.
Ultima frase:
Até breve, ou até outra vida!
Para a Juliana.

Paulo Aroso Campos - paulo.aroso@zmail.pt
Na rubrica "Novas formas de..."

A nova forma de acabar (ou diminuir) a violência doméstica: factor financeiro!

"Hospital cobra 152 euros em casos de violência doméstica"
(in Publico Online)

E esta, hein?

Paulo Aroso Campos - paulo.aroso@zmail.pt

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

On with the show...


... porque a vida continua.
(Dedicatória)

Paulo Aroso Campos - paulo.aroso@zmail.pt

quarta-feira, janeiro 30, 2008


Perceber, ou compreender?


Não percebo porque. Não compreendo porque.
Está nevoeiro. É noite. Pelo menos aqui. Por cima de mim. O que não percebo. E ninguém percebe. Porque está noite aqui, porquê por cima de mim, porque não vejo, porque não te mostras, porque. Te escondes no escuro da neblina, na densidade da noite. Porque.
Procuro razões mentais. Para mim. Para ti. Porque nada significa nada. Porque não por vezes é sim e sim por vezes é não. Porque brincas com o sério e brinco com o sério. Porque brincamos com a verdade e sentimos o mesmo. E não o queremos ver porque tu nébulas e eu noite.
Não compreendo porque com água mato a sede mas ela não morre, porque a água me sabe a vazio e a sede se alimenta do nada. Não percebo porque peço mais água e surge mais sede, porque obedeço aos meus pedidos de vazio cheio e cheio vazio.
E entupido. E uma e uma e uma e outra e outra e outra vez.
Porque não faz sentido. E porque não percebo; e porque não compreendo.
Foda-se! Há-de fazer sentido! Foda-se... Tem que fazer. Qual seria o sentido? Foda-se...
[A confusão instala-se no paladar, no saborear dos sentidos em corrimento de lágrimas mentais, armazenadas em confusão tensa, confusão que alimenta o inexistente. O latente. Inexistente...]

Paulo Aroso Campos - paulo.aroso@zmail.pt

segunda-feira, janeiro 28, 2008

Substituir (II)

CIUP - Paris (www.ciup.fr)
Vários motivos...

Paulo Aroso Campos - paulo.aroso@zmail.pt
Substituir

É apenas uma palavra, nunca aplicada a pessoas. Por muito que custe. As pessoas que fazem parte da nossa vida, que gostamos, acarinhamos, nunca poderão ser trocadas por outras, que cubram o seu lugar. E sempre que o fazemos estamos a cometer um grande erro.
Verdade é que a falta será sempre sentida, quer seja mais ou menos recordada, maneira que imaginar ocupar esse lugar por outro eu apenas menosprezará o presente e dará mais importancia ao passado.
Mas é um lugar comum fazê-lo, principalmente no momento da perda e nos mais proximos. Porque se sente falta e colmata-se. Como se pode. Mesmo sabendo que é um erro.

Paulo Aroso Campos - paulo.aroso@zmail.pt

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Partida

Atravesso a margem com o olhar, por cima do lento vagar do rio em direcção à foz. Como se estivesse cansado e soubesse que, afinal, não serve de nada apressar as coisas porque o destino é sempre o mesmo. O sol desce pela colina mais próxima, preparado para se fundir com a terra, soltando os raios dourados que me iluminam – ainda – e deixam a pensar.

A partida. É triste. É inevitável. Quando cheguei já sabia que ia partir. Mas era tão longe que nunca pensei propriamente nesse momento. E o tempo que deveria ter utilizado a preparar-me para o inevitável estive ocupado com nada. E com tudo… Agora, ao aproximar-se a data fatídica, o meu coração encolhe-se à procura de conforto, qual estrela em decadência à procura de alimento para a continuação da reacção nuclear. Nas estrelas há sempre duas hipóteses: ou se comprimem até atingir uma massa critica e explodem numa supernova, ou expandem-se alimentando-se de tudo o que surgir pelo caminho. O meu coração ficará no mesmo local, nem menor nem maior, mas seguramente com uma profunda ferida. Que cicatrizará com o tempo. Como todas as feridas que surgem ao longo do caminho.

Sei que me vou esquecer deste momento, por isso guardo uma imagem; sei que me vou esquecer desta jornada, por isso guardo uma palavra, um bilhete, uma musica, uma cor, uma situação, uma comemoração. Para me poder emocionar no futuro, sempre que me lembrar, e para poder passar pela partida de forma fria, quase como um robot sem emoções. Ou com as mínimas admitidas.

Não quero partir. Mas no futuro também não me vou lembrar que não queria partir. Agora é que custa. A mim e a todos os que me rodeiam no presente. A todos a quem deixei uma história, cor, flor, som, bilhete, emoção, conforto…

O sol já partiu, o escuro começa a tomar conta da envolvente. E do meu coração. Baixo a cabeça e fecho os olhos, a evitar olhar o lento caminhar do rio na direcção da foz. Do destino. Que sabe que irá sempre alcançar.



Paulo Aroso Campos - paulo.aroso@zmail.pt

segunda-feira, dezembro 31, 2007


Boas Festas!


Por uma questão puramente Contra-Natura, decidi deixar só agora as boas festas.
Para algo completamente diferente desejo também umas boas entradas - no ano - e um 2008 cheio de... vá lá, coisas!

Paulo Aroso Campos - paulo.aroso@zmail.pt

terça-feira, dezembro 18, 2007

Novo comentário ao comentador de comentários
(Que continua anónimo e a quem vou chamar carinhosamente de "cidadão")

Caro cidadão:
Numa situação normal eu pedir-lhe-ia autorização no seu blog para usar as suas palavras, é uma questão de respeito e direitos de autor que eu prezo. Contudo o caro cidadão apresenta-se como anónimo pelo que não tenho como pedir autorização. É nesse sentido que critico o anonimato. Eu sei que todos os que visitam os blogs são anónimos. Porém ao comentar "perdem" um pouco esse estatuto; tem, caro cidadão, todo o direito de criticar, da forma que lhe aprouver, o que quiser. Bem ou mal. Mas fica-lhe mal criticar só por criticar. Porque visita os blogs dos outros para dizer mal, para corrigir, para insultar. E com esse tempo que escreve comentários "abespinhados" poderia muito bem escrever o seu blog e deixar de ser anónimo. Pessoalmente visitaria porque até me parece ser uma pessoa que sabe mostrar o seu ponto de vista.
Em seguida vou responder ao seu comentário, com todo o respeito que me merece - afinal é um leitor que visita e lê o meu espaço:

- "1º: se queres dar uma de intelectual, n tentes usar expressões q n dominas (latim). Para quem n conhece até pareces das altas rodas...porém...;"
- Não pretendo dar uma de intelectual, apenas escrevo porque gosto. Tenho um blog porque gosto de escrever - e para isso não é preciso ser intelectual, até crianças de 10 anos conseguem ter blogs - como prazer pessoal. As expressões em latim, se bem ou mal utilizadas, se dominada a lingua ou não, não interessa. Uso porque acho interessante, e uso como quero. Há quem use o cú para cagar, há quem insira objectos. São gostos, apenas.
- " 2º: aprende a pontuar (vírgulas, principalmente);"
- Aí está um assunto que os meus professores de português sempre me chatearam! Tocou no ponto, cidadão maroto! No entanto reservo-me no direito de usar mal as virgulas. Afinal há um Nobel que não sabe pontuar. Além disso acho - opinião pessoal - que é menos grave não saber usar virgulas do que escrever com erros. Mas isso sou eu...
- " 3º:se n sabes o q é "abespinhar" procura um dicionário;"
- Na verdade não sei o que é e irei procurar no dicionário. Gosto de aprender. Só usei essa palavra para picar V. Exª, caro cidadão. Parece-me que não aprecia figuras de estilo. Se fossem virgulas!...
- "4º:se, para ti, um nome me dá uma cara, pois bem..eu desafio-te!: rosto quadrado, olhos amendoados, barba rala e grisalha... q nome me davas??;"
- Essa descrição é muito comum. Após ler o comentário estava n'O Publico Online e vi três pessoas que cabem nessa descrição: Valentim Loureiro, Pacheco Pereira e Odete Santos. Ok, a barba do Pacheco Pereira não é rala...
- "5º: se achas q este tipo de comentários é mau, acho q tens algumas lições de humildade para receber. São este tipo de "abespinhamentos" q tornam as coisas tão apetitosas...mas ao invés d teres dado luta recorreste a um lugar comum para ripostar...pena;"
- Eu não disse que achava este tipo de comentários mau, caro cidadão. Tal como me parece que o caro cidadão leu apressadamente o que respondi e apressou-se a responder sem sequer perceber o meu abespinhamento. O que não curto é malta que se esconde no anonimato para falar mal. É como o cidadão - não V. Exª mas o comum - que está sempre a falar mal do Governo mas não vai votar. Falar mal é fácil. Das poucas intervenções que teve eu arranjaria mil e uma maneiras de falar mal de si. E não seria por causa do anonimato que deixaria de fazer porque saberia que ia ler e ia ripostar e saberia que a si era dirigido. Porém acho muito mais interessante, edificante, humilde e leal que as pessoas se identifiquem (através de um blog, por exemplo) para que se dêm a conhecer opiniões, sentimentos, ideias. Já conheci - não pessoalmente, nem é esse o objectivo - alguns bloggers apenas por troca de comentários e tornei-me assiduo do blog alheio. Posso ou não partilhar as mesmas opiniões mas leio - que adoro fazer - comento - sempre que posso e acho que posso contribuir para algo - e aprendo qualquer coisa com alguém que não conheço. E que não me conhece. Mas que não é anónimo para mim ou eu para ele.
Last but not the least:(não consegui encontrar a devida expressão em latim...)
- " 6º: e se sou escória ou não NÃO TE DIZ RESPEITO!! "
- Por acaso até me diz respeito porque dou bastante importância à escória. E porquê? Porque a escória é algo que surge naturalmente num processo de minagem ou industrial. São restos que não são usados naquele processo e que o poderão ser num outro. Se isso acontecer essa escória é reciclada, reaproveitada, o que é sempre interessante do ponto de vista económico e ambiental. Se não houver mais nenhum processo em que possa ser utilizada torna-se em poluição e é preocupante, também do ponto de vista ambiental e económico. No que a mim me diz respeito é saber se a sua escória, caro cidadão é reciclavel ou poluente. Isto se, realmente, o caro cidadão for escória.

Espero que lhe tenha dado pica para comentar. Se não deu pica posso aconselhar ao caro cidadão o seguinte site - a que costumo recorrer para ter pica: www.youporn.com
Um grande bem haja!

Paulo Aroso Campos - paulo.aroso@zmail.pt

quinta-feira, dezembro 06, 2007

Comentário ao comentário

Um ser anónimo decidiu comentar o meu blog ao ler o anterior post. E de forma pessoal. Apenas por ler um pedaço de texto.
Assim, com grande impeto, e do alto do seu anonimato, decidiu corajosamente apelidar-me de "looser". Magister dixit!
Já anteriormente me referi a quem comenta anonimamente. Em muito raras ocasiões são comentários que se aproveitem. Ou são ataques pessoais, ou a falar mal, ou nada dizem. Por isso a coragem em esconder a identidade.
Carissimos internautas: se não gostam não precisam de ler; se querem criticar sejam minimamente construtivos para incentivar quem gostar de deixar algo de si para outros lerem. Se têm criticas negativas, tudo bem, são sempre aceites... desde que tenham a capacidade intelectual de se identificar.
É muito fácil atirar uma pedra estando disfarçado na multidão. És um heroi, o maior. Só que esse teu acto de cobardia só para ti tem significado porque para o resto não passas de escória.
(Um simples "vai-te foder" serviria mas estava inspirado.)

Paulo Aroso Campos - paulo.aroso@zmail.pt

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Annuit Coeptis
(Deus não escolhe os capacitados, capacita os escolhidos)

Definiste-me sem saberes que te dirigias a mim. Calei. Como o faço sempre para te dar margem. Para te dar hipotese de te expressares. Mas calo quando não gosto do que ouço e não quero conflitos. E fico a ouvir as expresssões de vitória que magoam, dizimam, pilham e queimam tudo o que está à volta.
Terra queimada. Torna-se mais fértil. Revira-se para novas colheitas.
Tenho sempre cuidado com o que aqui deixo. Porque mesmo não sendo pessoal é pessoal. E sendo pessoal é, também, pessoal. Porque não sei quem me lê e não quero dar informações a quem não as percebe. Porque quero que me leiam e não quero falar mais do que devo. Porque deixo mais do que devo e não quero sentir-me frágil.
Não perder o controlo. É quase impossivel. Consigo. Aparentemente. Mesmo que tenha que ser magoado, dizimado, pilhado, queimado. Mas não perco o controlo. Não é uma vitória, nem uma derrota é uma não*(derrota+vitória). Que não me leva a lado nenhum. Mas magoa, pilha, dizima...
Cansa. Cansado.

Paulo Aroso Campos - paulo.aroso@zmail.pt
Há dias em que me sinto assim (Musica de Skank, letra no Vagalume)



REFRÃO

É tanto, é tanto
Se ao menos você soubesse
Te quero tanto


Coveiros gemem tristes ais
E realejos ancestrais juram que
Eu não devia mais querer você
Os sinos e os clarins rachados
Zombando tão desafinados
Querem,eu sei,mas é pecado
Eu te perder

Políticos embriagados
Dançando em guetos arruinados
E os profetas desacordados
A te ouvir
Eu sei que eles vem tomar meu
Drinque em meu copo a trincar
E me pedir pra te deixar partir

Todos meus pais querem me dar
Amor que há tempos não está lá
E suas filhas vão me deixar
Por isso não me preocupar
Eu voltei pra minha sina
Contei pra uma menina
Meu medo só termina estando ali
Ela é suave assim
E sabe quase tudo de mim
Ela sabe onde eu
Queria estar enfim

Mas seu dândi vai
De paletó chinês
Falou comigo mais de uma vez
Não, eu sei, não fui muito cortês
Com ele,não
Isso, porque ele mentiu, porque
Te ganhou e partiu
Porque o tempo consentiu
Ou se não porque


Paulo Aroso Campos - paulo.aroso@zmail.pt

terça-feira, novembro 27, 2007

... isto é um vicio...

You Are a Centaur

In general, you are a very cautious and reserved person.
However, you are also warm hearted, and you enjoy helping others in practical ways.
You are a great teacher, and you are really good at helping people get their lives in order.
You are very intuitive, and you go with your gut. You make good decisions easily.


Paulo Aroso Campos - paulo.aroso@zmail.pt
You Belong in Dublin

Friendly and down to earth, you want to enjoy Europe without snobbery or pretensions.
You're the perfect person to go wild on a pub crawl... or enjoy a quiet bike ride through the old part of town.


Paulo Aroso Campos - paulo.aroso@zmail.pt

segunda-feira, novembro 19, 2007

+10000 visitas

Ok. Hoje não é usual. É completamente diferente de qualquer coisa que escrevi anteriormente. Começa com ok! Onde já se viu isto? Não estou em estado de excitação, longe disso. De facto nem acho que tenha andado bem ultimamente. Meio perdido, solitário, olhar no vazio [no vazio] do nada que não existe. Ou que existe. Mas não se vê.
Passei as 10000 visitas. Pelo menos desde que reformulei o blog. Visualmente, quero dizer. Que foi... não sei bem quando foi, não me lembro.
Desde Novembro de 2003 que escrevi pela primeira vez. Que decidi que, a partir daquele momento, ia partilhar o que há de mais intimo em mim: a escrita. E abri-me aos olhos do mundo. O meu mundo. Coisa que nunca antes tinha feito:
- Tenho um pré-romance pré-escrito;
- Tenho poesia escondida algures só mostrada a poucos;
- Tenho dois capitulos de um outro romance guardados para futuros [possiveis] laivos de imaginação;
- Tenho várias ideias a fervilhar sobre politica, sociedade, economia, desporto, história, actualidade, humor;
- Tenho várias histórias com sexo, algumas somente com sexo, muito porno hard core, outras num tom bem mais erótico - e bem mais excitantes! - algures guardadas num qualquer monte onde ainda estão os meus livros desde a mudança de casa;
- Tenho um blog com mais de 10000 visitas em que escrevi algumas das coisas mais interiores, mais intimas, mais despegadas, mais... menos eu...

E estou...
Bem, como no ultimo post:
"Cheer up mate, you know what they say! Some things in life about, can really make you mad! Other things just might get you to swear and curse..." - Always look on the bright side of life!

É o que estou a fazer enquanto escrevo.
[Depois de dormir voltarei ao normal... Shhhh...]

Paulo Aroso Campos - paulo.aroso@zmail.pt

quinta-feira, novembro 15, 2007

Always Look on the Bright Side of Life - Monty Python


Paulo Aroso Campos - paulo.aroso@zmail.pt

terça-feira, novembro 13, 2007


Como o Mel Brooks diz e muito bem - no seu filme da História Mais Louca do Mundo - "It's good to be the King!"

[é impressão minha mas já muitos quiseram fazer isto?!]

Paulo Aroso Campos - paulo.aroso@zmail.pt

segunda-feira, novembro 12, 2007

[Sob pena de ficar escondido no tempo, volto a publicar o que escrevi no dia 29 Outubro de 2004]
Parabéns pelos 8 meses, Luna!

ECLIPSE

Aguardo ansioso por ver-te, ó lua cheia, motivo de amores e imagem de divindades. De ti espero a luz que ilumina o mundo na obscura noite.
Hoje é um dia especial: vais fugir de mim, colocar-te temporáriamente nas trevas, para voltares calma e resplandescente ao teu lugar original - a olhar-me, a iluminar-me, a deixares-te adorar por este ser minusculo que por ti se enamorou.
Como és bela! Notam-se, ao olhar com atenção, que em ti se vêem marcas temporais de um passado dificil, qual mulher lutando pela sua reviravolta social; as cicatrizes que mostras orgulhosamente são marcas de periodos de lutas conturbadas, de formação, de afirmação.
Começas a desaparecer lentamente no céu nocturno. A Terra, planeta invejoso mas onde sobrevivo, impede-me de continuar esta paixão platónica, este amor longinquo, que abordo com ansiedade pela distância, mas também calmo porque sei que o teu amor é recíproco. Ver-te partir é um encobrir do mundo no escuro da morte, na ilusão aparente que tudo o que era visivel e seguro é agora um grande bando de fantasmas negros que atacam no negro da noite.
Encobre-se o céu - acontece aquilo que eu temia! Não vou poder ver o teu aparecimento fulgurante, o teu renascer de uma morte fingida e não vislumbrada. Vais sentir-te morta pela minha falta de atenção, pelo meu amor vazio, que só se demonstra nestes momentos.
Entristeço. Sinto dor. Sofro. Porque nunca mais te vou ver. Porque nunca mais te vou poder conhecer e tocar. Porque nunca mais me vais deixar cortejar-te como bom admirador. Porque falhei e não admites falhas. Choro...
Com as minhas lágrimas de tristeza profunda abre-se um precedente: ouves-me ao longe quando ainda espreitas por uma fresta! Ouves o pingo caído, ouves o soluço verdadeiro, vês o manto fingido que encobre a presença de ambos. Aí moves montanhas e mundos, abres tempestades e marés e nuvéns e sofrimentos e tristezas! Rompes o manto de núvens.
De olhos ainda marejados não observo o teu esforço colossal. Mas percebo, com uma alegria que em mim começa a despontar, que me iluminas mais forte que nunca. Como um holofote de glória para mim dirigido! A alegria transborda, e ainda com os ultimos restos de mar a escorrer-me pela face, esboço um sorriso, o coração quase que sai do peito, a respiração aumenta!
Voltaste para mim; voltaste para iluminar!
É assim que vejo um eclipse lunar - uma história entre dois apaixonados que não se deixam vencer pelas dificuldades constantes do amor e da vida.
Obrigado Luna!

Paulo Aroso Campos - paulo.aroso@zmail.pt